Entre desenvolver o próprio software ou comprar de outras empresas, gestores devem estar cientes de custos, prazos e investimento em profissionais de TI
Para estar à frente da acirrada corrida mercadológica e manter-se no radar de investidores, instituições de pequeno, médio e grande porte da Saúde têm a importante tarefa de trazer para o seu dia a dia a prática da gestão profissionalizada, da governança e da transparência.
Para manter esses pilares estratégicos é fundamental o investimento em tecnologia, que se torna cada vez mais inerente ao negócio e gestão.
Na Saúde, setor fortemente impactado pelas transformações digitais, essa máxima rege o sucesso da organização, uma vez que a tecnologia oferece a melhor experiência do paciente, a maior segurança para funcionários, gestores e usuários e, consequentemente, assertividade e sustentabilidade para o negócio.
Se, então, gestores da saúde devem investir em tecnologia para não serem ultrapassados, qual seria a melhor decisão a ser tomada: apostar em times para desenvolver software in house ou comprar essas soluções de outras empresas?
Fatores como cenário econômico, arquitetura de software, implementação, testes, documentação, suporte e manutenção são algumas questões que devem ser ponderadas antes de tomar essa decisão.
Este artigo mostrará o cenário para ambas alternativas e lhe dará ferramentas para seguir o melhor caminho.
Vencer a cultura avessa a mudanças
Se você, gestor da saúde, comanda uma instituição com uma cultura mais tradicional, o desafio pode ser maior. Isso porque, muitas vezes, nessas organizações encontramos mais empecilhos quando é preciso repensar processos ou adotar novos procedimentos, tão importantes para a transformação digital.
Fomentar uma cultura amparada pelas mudanças tecnológicas é o primeiro passo.
Mas cuidado! Isso não significa desperdício. Avalie quais soluções já estão dentro da casa e se elas respondem à suas promessas. Compare e veja se essas ferramentas solucionam as reais necessidades da organização e, ainda, se o potencial dessas tecnologias está sendo usado ao máximo.
Além disso, gestor, não caia na armadilha de usar uma tecnologia só porque todos estão usando. Cada organização tem a sua necessidade e realidade. Nesse sentido, vale ressaltar desde o orçamento disponível até mesmo a localização geográfica de sua instituição. Afinal, gerir um hospital na capital paulista exige soluções muito diferentes do que aquele hospital localizado nos rincões da Amazônia.
Tudo isso está inserido na cultura organizacional da organização, ou seja, uma cultura que preze por uma tecnologia inteligente e não por modismo.
Qual time minha instituição precisa?
Então, você venceu aquela cultura tradicional avessa às transformações. Qual o próximo passo?
Para muitas soluções tecnológicas, você pode optar pelo desenvolvimento de softwares in house ou comprar de empresas. Seja qual for a sua decisão, o primeiro passo é investir em seu próprio time de desenvolvimento. Afinal, serão esses os profissionais que estarão à frente desses softwares.
Ao optar por desenvolver softwares in house, ou seja, criado por um time próprio da instituição, é importante que essa equipe mantenha um estreito diálogo com o time de inovação. O resultado dessa convergência são processos mais modernos e ágeis, com resultados satisfatórios para todos.
Com uma equipe interna, os talentos são conhecidos e, assim, podem ser melhor explorados. Além disso, quando há algum problema urgente, tais tarefas podem ser priorizadas.
No cenário in house, é mais fácil o colaborador aderir à cultura da empresa e compreender melhor o fluxo de trabalho. Isso influencia diretamente na forma como os softwares serão produzidos.
Mas e quando a organização opta por comprar softwares de outras empresas (outsourcing) ao invés de desenvolver softwares in house?
Essa situação é a mais comum nas instituições de saúde e, nesse caso, o time de desenvolvimento interno trabalha para o suporte dessa tecnologia. Nesse cenário, também temos importantes considerações que devem ser feitas.
O time interno vivencia o dia a dia das instituições e seus gargalos e, por isso, eles são a peças-chaves para identificar a necessidade de se criar algo novo, que realmente responda aos anseios dos gestores.
Mas para isso, o gestor deve ter em mente que será necessário investimento, o que pode ser uma desvantagem para a organização. Ter uma equipe própria para o desenvolvimento de software in house não é tão simples. Essa decisão requer investimento e gerenciamento de talentos.
Tenha em mente que especialistas em tecnologias são extremamente cobiçados pelo mercado, ou seja, a sua proposta deve brilhar aos olhos desses experts.
É importante oferecer para esse time um ambiente com experiência diária boa e desafiadora, onde o profissional tenha meios e recursos para mostrar todo o seu potencial. Afinal, é isso que atrai um bom profissional de TI.
Atente-se também para que o seu time de desenvolvimento não fique defasado, isto é, que apenas trabalhe para dar suporte. Time defasado significa equipe desmotivada, logo a perspectiva de criar novas soluções pode se distanciar ainda mais.
Cuidado também para você não ser o próprio empecilho para esse time! Essa equipe não pode ser usada apenas para ‘apagar o incêndio’. Isso só o distancia de seu propósito e torna a transformação tecnológica algo sempre para o amanhã.
Estando ciente do alto custo que é manter um time próprio, a grande maioria das instituições de saúde opta por firmar parceria com empresas cuja expertise e tradição é a tecnologia de que tanto necessitam.
Algumas empresas de tecnologia já sabem que para atender melhor as instituições é necessário um olhar personalizado, que compreenda de fato as suas necessidades para tentar solucioná-las.
Optar pelo outsourcing, ou seja, terceirizar essa atividade, acaba se tornando uma alternativa mais econômica e até mesmo eficiente em alguns casos, pois você está contratando uma empresa que já traz a expertise necessária.
Mas esses não são os únicos motivos. Além de levar tempo para você encontrar um especialista em tecnologia tenha as habilidades que você precisa, saiba que cada projeto que será implantado demandará orçamento e prazos. Mais uma vez, os altos custos se destacam no modelo in house.
Ao escolher pelo outsourcing, a gestão pode ganhar mais tempo para planejar seu orçamento. Isso porque se surgir algum imprevisto, por exemplo, não há necessidade de contratar novos especialistas para sua equipe interna de TI. Tudo isso será resolvido pela equipe da sua empresa parceira.
Coloque, então, na ponta do lápis, a urgência da atual necessidade tecnológica em ser resolvida da organização e o quanto se tem para investir nisso. Sendo time interno ou terceirizado, ambos deverão ter a seguinte meta: preparar a sua instituição para a Saúde 5.0, mas isso é assunto para outro artigo.